A reprovação ao governo Lula segue em alta e ganha um novo capítulo com a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (3). O levantamento revela que 62% dos brasileiros são contrários à reeleição do petista em 2026, um aumento de dez pontos em relação a dezembro do ano passado, quando o índice era de 52%. Mesmo com a maioria da população se opondo à candidatura, Lula, aos 79 anos, segue articulando sua permanência no poder e garante ter saúde para encarar mais um mandato.
Ainda assim, o ex-presidente continua liderando as intenções de voto contra seus principais oponentes. Em um eventual segundo turno contra Jair Bolsonaro (PL), Lula aparece com 44%, enquanto Bolsonaro tem 40%. Contra Michelle Bolsonaro (PL), Lula tem 44%, seis pontos à frente da ex-primeira-dama. Na disputa com Eduardo Bolsonaro (PL), o petista também venceria com 45% contra 34%.
Lula mantém vantagem também contra outros nomes da direita, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que marca 37% frente aos 43% do atual presidente. Nos cenários simulados, Lula também venceria Romeu Zema (Novo), Ratinho Júnior (PSD), Ronaldo Caiado (União) e Pablo Marçal (PRTB).
Por outro lado, a pesquisa destacou a divisão na direita após a inelegibilidade de Jair Bolsonaro até 2030. Tarcísio de Freitas lidera como o preferido para representar o espectro político com 15% das preferências, seguido por Michelle Bolsonaro com 14%. Pablo Marçal tem 11%, Ratinho Júnior 9%, enquanto Eduardo Bolsonaro, Zema e Caiado ficaram com 4% cada. No entanto, 19% dos entrevistados afirmaram que nenhum desses nomes representa uma opção ideal.
Outro dado relevante é que 44% dos brasileiros consideram o retorno de Bolsonaro ao poder pior do que a reeleição de Lula, que enfrenta resistência de 41%. A pesquisa também apontou um desgaste dos partidos políticos: 62% dos entrevistados afirmam rejeitar todas as agremiações, enquanto 30% demonstram resistência ao PT.
A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 27 e 31 de março, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.