Um caso inusitado nos Estados Unidos ganhou repercussão mundial. O cirurgião Richard Batista pediu na Justiça que sua ex-esposa, Barbara, devolvesse o rim que ele havia doado a ela anos antes ou lhe pagasse uma indenização de US$ 1,5 milhão. A solicitação foi rejeitada pela Suprema Corte do Condado de Nassau.
O casal se casou em 1990 e teve três filhos. Em 2000, Barbara enfrentou problemas renais graves e passou por dois transplantes malsucedidos. Apenas na terceira tentativa, quando recebeu o rim de Richard, conseguiu se recuperar. No entanto, em 2005, ela pediu o divórcio, e Richard alegou que a ex-esposa o traiu.
Indignado, ele entrou na Justiça exigindo a devolução do órgão ou uma compensação financeira. No entanto, o tribunal negou o pedido e, em uma decisão detalhada, enfatizou que doações de órgãos são definitivas e não podem ser tratadas como bens materiais.
O caso gerou debates sobre ética na doação de órgãos e os limites das disputas conjugais na Justiça.