O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que “não é possível demonstrar” um compromisso com a responsabilidade fiscal maior do que o já exibido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista à agência de notícias Bloomberg, Haddad declarou que as ações do governo são suficientes para garantir o equilíbrio fiscal e que qualquer crítica adicional não faz sentido.
Haddad ressaltou que as medidas adotadas, como a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais e o novo modelo de empréstimo consignado ao setor privado, são reformas estruturais e não têm o objetivo de aumentar a popularidade do governo. Segundo o ministro, essas iniciativas são “muito bem pensadas” e dificilmente causarão um forte impacto na inflação.
Ele também justificou que a queda na popularidade do governo está relacionada a problemas econômicos globais, que têm afetado vários países. Para Haddad, parte da inflação está ligada ao fortalecimento do dólar, algo que foge do controle do governo brasileiro. O ministro também destacou que o aumento dos juros e a valorização do real desde o fim do ano passado têm influência direta no custo de vida.
Ainda na entrevista, Haddad afirmou que o Brasil está buscando diversificar suas parcerias econômicas, especialmente com o Oriente Médio, e que vê poucas chances de um conflito comercial com os Estados Unidos. Segundo ele, o governo segue firme em suas políticas de responsabilidade fiscal, mesmo diante de desafios econômicos internacionais.