A Polícia Federal e o Ministério Público Federal apontaram transações suspeitas entre a Igreja Avivamento Mundial, liderada pelo influente bispo Bruno Leonardo Santos Cerqueira, e uma empresa envolvida em um esquema de lavagem de dinheiro ligado à alta cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC).
De acordo com documentos da Operação Mafiusi, a igreja realizou sete transferências milionárias para a Starway Locação de Veículos, uma empresa de fachada usada para ocultar dinheiro do tráfico internacional de drogas. No total, os valores somam R$ 2,2 milhões e foram repassados entre agosto de 2021 e abril de 2022. O detalhe que chamou a atenção da PF? Nenhuma nota fiscal foi encontrada para justificar os repasses.
A Starway é citada como parte do esquema de Willian Barile Agati, conhecido como “concierge” da cúpula do PCC, responsável por fornecer logística para a exportação de drogas e operar empresas de fachada para lavar dinheiro sujo.
Embora o bispo não seja formalmente investigado, seu nome aparece nos relatórios da PF. Diante da repercussão, Bruno Leonardo se pronunciou em um vídeo, alegando que a igreja adquiriu veículos da empresa e que todas as notas fiscais existem. Ele se disse vítima de perseguição e comparou a situação com uma doação de R$ 2 milhões em alimentos feita ao Rio Grande do Sul em 2024.
A defesa do bispo, acionada pela imprensa, prometeu apresentar documentos para esclarecer a situação, mas até o momento não enviou uma posição oficial.
O caso levanta questionamentos e deixa no ar uma dúvida inquietante: qual o verdadeiro destino desses milhões movimentados?